quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Existe algo indecifrável que se esconde por entre as sombras da noite.
Como se de espiritos nómadas se tratassem.
Vagueando por entre as ausencias de luz encontram-se palavras disfarçadas de gestos.
O meu ser não produz talvez os gestos mais apropriados e aconselháveis, talvez eles se transvistam de palavras.
Gostava de poder trocar.
De conseguir produzir palavras faladas da mesma forma que elas jorram da minha inspiração para o papel.
Gostaria de vê-las personificadas.
De vê-las ganhar vida.
De serem entoadas pela minha voz, em vez de ficarem aqui a agonizarem.
Aqui não conseguem gritar e reclamar o seu livre espirito e viver.
Ficam presas no meu pensamento e nos meus escritos, porque nunca as consigo entoar.
Penso que as minhas palavras mereciam viver.
Só que eu não lhes consigo proporcionar essa vida que merecem.

1 comentário:

Mª Teresa Antunes disse...

Podes sim! As tuas palavras vivem dentro de cada pessoa que as vive quando lê a tua arte. Sabes que não escreves meras palavras, escreves magia e sentimentos. Queres coisa mais viva e eterna que isso?

Por isso vai ali bater uma! A pensar em ti próprio.