segunda-feira, 3 de agosto de 2009


Lentamente começam a despertar da hibernação os monstros que habitam em mim que julgava exilados algures bem longe de mim.

Já reconheci mais um.



Embriagados com a mais dura solidão

Caminhavam o meu corpo e almas errantes

Deambulavam pelas ruas da desolação

Emitindo gritos mudos sibilantes


No cruzamento da rua da lúxuria

Com a avenida infinita do desejo

Encontro a melancolia em penúria

Perdida como eu do seu beijo


Ah doce melancolia!

Com o teu corpo perfeito

Ressuscitas algo que jazia

Nas tuas curvas isentas de defeito


Percorro a tua silhueta

Com meus dedos dormentes

Retiro a ampulheta

Das emoções deprimentes


Com volúpia enfeitiçados

E espiritos libertinos

Nossos corpos malfadados

Escritos estavam os nossos destinos


Agora tocam-se sem receios

Absorto da realidade

Adormeço nos teus seios

Renascida está a virilidade.










1 comentário:

Mª Teresa Antunes disse...

Posso repetir coments: Soberbo!