quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Ode ao mar

Quantos naufragos acolheste?
Navios em demandas imperiais
Quantas lágrimas adormeceste
Com as tuas palavras imortais?

Monstros erguem-se para ver
A passagem dos sonhadores
Com a enorme ansia de ser
Consagrados e vencedores

Quantos nas tuas águas pereceram
Na procura do desconhecido?
Quantos sonhos se perderam
No horizonte esculpido?

Leva os meus sonhos destruidos
Para continentes distantes
Na volta da maré benzidos
Como novas amantes

Afoga em ti a negridão
Que em mim escorre
Traz um novo coração
Para este ser que morre.

3 comentários:

Sofia disse...

Eu queria afogar-te de outra maneira.

Marina Almeida disse...

quando me sinto trite adoro vir ao teu blog....tens as palavras mortais mas consoladoras....

Mª Teresa Antunes disse...

LOOL! Opah isto ainda é pior que os comentarios da cassandra!