sexta-feira, 3 de julho de 2009

Ando um pouco inclinado para os sonetos. Estes não seguem as regras clássicas da métrica mas o que conta é a intenção.

Guardo para alguém
Palavras escondidas
Lidas por ninguém
Quiçá até perdidas

Banidas do além
Ao amor rendidas
Resta haver quem
As julgue sentidas

Sussurros envolventes
Nas rimas privadas
Carícias eloquentes

Só para ti guardadas
Nas noites quentes
Entre almas amadas


.....

Pudesse eu beijar
Os lábios do pecado
E o amor ofertar
Ao ser venerado

Jamais irei desertar
Perecerei a teu lado
Lágrimas irão murchar
No rosto agora amado

Sentimento etéreo
Os beijos extasiados
Conquistando o imperio

Dos amores inconfessados
O desejo não é impropério
Entre corpos amados.

1 comentário:

Mª Teresa Antunes disse...

Não seguem as regras clássicas da métrica. Mas são bem bonitos! Que se lixem as regras. Mesmo mesmo bonito.