sábado, 11 de julho de 2009


Rescaldo do fogo de destruição que lavrava dentro de mim.
As chamas consumiram até á extinção a incredulidade, deixando em cinzas toda a maldade.
Novos focos instigados pela violenta paixão são reacendidos perante a estupefação humana já totalmente descrente em tal impossivel acontecimento.
Observo este fogo portador de voz tão sedutora e sem querer reagir deixo-o lavrar.
O fogo declama o meu nome.
Seduz-me com as suas chamas de desejos carnais e com o crepitar de amores eternos.
Cercado agora estou e as chamas crescentes dançam a tua dança.
Dançam comigo e beijam-me com o sabor dos teus lábios.
Consumem o meu corpo que grita extasiado.
Imolado pelo fogo do meu próprio desejo assim perecerei.
Mas que sublime maneira de arder....

1 comentário:

Mª Teresa Antunes disse...

Sublime maneira de escrever é a tua! :P Tu confeccionas-me palavras e ou devoro as, ou então degusto as!