terça-feira, 7 de julho de 2009


A mascara da sanidade caiu. Tudo que era humano em mim acabou por me abandonar. Existe uma ideia errada do que eu sou, do que o meu nome inspira. Debaixo desta pele, carne e osso esconde-se algo de terrível que recuso a compartilhar com o resto das pessoas. É algo demasiado horrível para se conseguir traduzir em palavras. É a soma de todos os males conhecidos e desconhecidos. É uma vontade luteriana de destruição.
Escondo-me entre aquelas palavras. Deixo escapar um sorriso por entre o desejo de te torturar.
Olho para as pessoas e desejo comer-lhes a alma. Provocar dores infindáveis e arrancar os olhos para substituir os meus. Talvez o problema seja o que os meus olhos avistam, por isso desejo substitui-los. Se me deres os teus olhos talvez veja as coisas de outra forma. Talvez veja o arco-íris e o nascer do sol. Talvez veja algo de belo como tu.
A beleza está proibida de desfilar perante mim. Por isso esta enorme vontade de desfigurar e desmembrar o que é considerado belo. É a constante procura de preencher este vazio. É o eterno desejo de deixar de ser cego. É a justiça sob a forma de injustiça. É o extermínio do que me atormenta...
É a simples vontade de não querer ser eu...

4 comentários:

Mephisto disse...

Pelo amor do demo!!! Tanta violência! Tiveste um daqueles acordares super mal humorados característicos teus de certeza. Vai bater umas que isso passa. Lol
Ou então andas aí a ver filmes ou a ler livros sangrentos. Abraço seu meliante.

Mª Teresa Antunes disse...

"Vai bater umas que isso passa!" Ahahahaha!


Como é possível não queres seres tu, se és uma pessoa tão pura? Se o teu defeito é amar, e sentir sem medida?!

Eu gosto do teu ser, da tua alama!

Mª Teresa Antunes disse...

*alma

(peço desculpa)

SentidoDaVida disse...

Às vezes, precisamos de ajuda para ver. Trocar de olhos não ajudaria, pois a mente iria sempre comandar o que queria que os olhos vissem. Verias sempre o mesmo. Podes sim, alterar a tua forma de olhar... Já experimentaste fazer o pino? Vais surpreender-te com o que 180º fazem à nossa prespectiva dos outros.