quarta-feira, 1 de julho de 2009



E ao acordar sou recebido com toda a pompa por palavras crueis. Não que as palavras fossem ofensivas ou denegridoras mas são aquelas palavras que me fazem mal. Já não as ouvia desde tempos que agora quase me parecem pré-históricos, mas elas voltaram e devastaram-me totalmente como sempre o fizeram. Quando finalmente tenho um pouco de paz, aparecem e com elas a vontade de não ter acordado. As lágrimas voltaram a deslizar e a desenhar o contorno do meu rosto. Mal afortunado sou, quando penso estar a recuperar basta uma simples brisa que lá me estatelo no abismo novamente. Eu sou o culpado de tudo. Este sentimento que teima em não me abandonar e que por vezes fica dormente que até esqueço-me que ele está alojado em mim, revelou-se imediatamente trazendo com ele a tristeza para me reconfortar. Gostaria de mudar e estava convicto que o estaria a fazer mas aparecem aquelas palavras que me agridem com uma brutalidade tremenda e me pregam ao solo para continuarem com o assalto.
Gostaria de não ser tão frágil! Sou grande e pesado mas fácilmente fico reduzido a cacos como a mais fina porcelana.Prevejo um belo dia pela minha frente não haja duvida.

1 comentário:

Mª Teresa Antunes disse...

Gostaria de não ser tão frágil!

Também eu... :|