sábado, 11 de julho de 2009


Vida errante em que tudo muda conforme a velocidade do vento.
Malefícios dos benifícios do ser humano que não consegue sua forma alterar.
Quantas almas não desejam rasgar suas peles e sua força revelar?
Renegadas cavalgam por entre retrógadas lembranças futuras
É a vida que se desenha na nossa frente por um lápis e mão invisiveis.
São contornos que desejariamos eliminar mas a borracha foi apagada.
Há quem seja presenteado com desenhos fabulosos, verdadeiras obras de arte.
Outros recebem rabiscos indecifráveis e vazios.
A arte jamais deixará de ser subjectiva.
Quanta beleza eu encontro naqueles papeis amarrotados com os seus rabiscos tristonhos mas que se tornam os mais felizes.
Vagabundo de artes e letras que felizmente parecem não se esgotar.
Vou escrevendo as legendas no desenho da minha vida.
Palavras abstratas que escrevo com o meu sangue incolor.
São escritas nunca sem rascunhos indolores,
E raramente também com cores.
Posso não conseguir o desenho mudar
Mas as minhas legendas também não as irão apagar.

1 comentário:

Mª Teresa Antunes disse...

Eu não sei desenhar-te mas tenho muito boa memória fotográfica. E existem muitos sarrabiscos que são arte! A minha irmã miúda uma vez escreveu na frase do msn: "A vida é desenhar sem borracha!"

E ela tem razão! :) E realmente tem muito mais piada...