quinta-feira, 2 de julho de 2009


Descendo ás profundezas do meu ser encontra-se de tudo um pouco. Uma espécie de lixeira radioactiva em que podem surgir vindos do nada os sentimentos maléficos que corroem tudo o que se lhes depara pela frente. Sentimentos vis que não tem dó nem piedade nem remorsos de qualquer espécie. Arrasam todas as palavras que ousam combater contra eles. Nas suas trincheiras apetrecham-se com as suas munições repletas de descrença e de repulsa. Combatem por uma causa que não sabem se conseguirão levar avante. Pergunto-me se compreenderão essa mesma causa. Máquinas de guerra demoniacas que combatem até à morte para instalar a miséria.
Continuando a mesma viagem, uns quilómetros á frente, refugiados e escudados por entre os destroços, temerosos, podemos encontrar, mas muito furtivamente, o que resta de sentimentos belos. Mutilados, feridas expostas, eles vão tentando recuperar as forças para uma nova batalha. Ficaram cercados várias vezes e alguns foram mesmo extintos mas admire-se a coragem destes poucos soldados. Vão resistindo e acreditam sempre na vitória. Neste momento limitam a defenderem-se das investidas inimigas enquanto tentam recuperar os feridos. Alguns acabarão por falecer. É inevitável... Mas esta resistência jamais se renderá. A vontade de triunfar é imensa. O seu sonho é ver restabelecida a paz e ver subir novamente ao poder o seu lider supremo que é a capacidade de amar. Assisto a esta guerra sangrenta impotente e espero apenas o fim. Seja qual for o exercito vitorioso. And so the batle goes on...

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